24. Mar, 2016
24. Mar, 2016

A Promessa da Rosa

A escritora brasileira Babi A. Sette relata lindamente a história de Kathelyn Stanwell na Inglaterra de 1840. 

Filha mais velha de um conde muito importante e rico, Kathe tem a obrigação de fazer um casamento dos sonhos. Mas o que é um casamento dos sonhos? Para a nossa heroína, é um casamento com amor, mas para seu pai, é um casamento com um nobre importante.

Kathelyn, contudo não é uma jovem convencional para a época. Ela é inteligente, curiosa, adora estudar arte grega, andar a cavalo como os homens (com as pernas abertas), questionar aquilo que não concorda, rir com entusiasmo. Além disso, canta  como se fosse um anjo.

Durante um baile de máscaras, Kathlyn conhece aquele que pode ser seu grande amor.  Arthur George Pierce Harold é o nono duque de Belmont e também não é um nobre comum. Não costuma frequentar a sociedade, luta boxe e pratica esgrima, mantém uma amante e aos 30 anos decide que está na hora de se casar. Ao ver a belíssima e irreverente mascarada entrando escondida para ver uma coleção de antiguidades gregas, percebe que ela não é uma mulher convencional.

No decorrer da temporada de bailes, o envolvimento dos dois aumenta. Arthur, lindo e exótico, povoa os sonhos de Kathe e ele, por sua vez, não consegue mais resistir a ela. São perfeitos um para o outro. Ficam noivos e um contrato de casamento é assinado entre o conde e o duque.

Contudo, um grande mal entendido associado a uma prima invejosa, faz com que Arthur rompa o noivado, ao achar que Kathelyn o traía.( Nesse ponto do livro, eu torcia tanto pelo casal, que a separação me deixou bem chateada...) O contrato de casamento é rompido , o conde tem  que pagar uma enorme quantia de dinheiro ao duque e Kathe é expulsa de casa pelo pai. (Agora, fiquei muita revoltada...).

Após 3 anos e muitos acontecimentos, Arthur e Kathe se reencontram...

Esse livro tão tem o final esperado, mas do começo ao fim torcemos pela heroína e pelo irresistível duque!

 

 

 

 

 

Casamento no século XIX- parte 1

24. Mar, 2016

No século XIX, o principal papel que uma mulher deveria desempenhar na sociedade era o de ser mãe e esposa. Através do casamento, ela poderia fazer alianças políticas e financeiras importantes para sua família, salvar uma propriedade comprometida por dívidas e até subir algumas posições na sociedade. Mas, para realizar um bom casamento, havia algumas exigências que a jovem mulher deveria cumprir e a principal delas era o dote,uma determinada quantia em dinheiro, terras, rendas ou mesmo um título de nobreza que a noiva levava consigo para o casamento e transmitia ao marido e aos filhos. Mesmo alguns deslizes morais, desde que não muito escandalosos, poderiam ser tolerados diante de um bom dote.

Os rapazes ricos (nobres ou não) entravam no mercado matrimonial somente após completarem seus estudos, por volta dos 25 anos. Para as mulheres da elite, o estudo era opcional e, quando ele existia, tinha como objetivo melhorar as chances de um bom casamento e não apenas instruir a mulher.

Uma das principais regras do casamento entre as classes médias e altas era a de que uma moça só poderia se casar após ser apresentada formalmente à sociedade, através de um baile de debutante. Na Inglaterra e em outras monarquias, esse baile era uma ocasião muito formal durante a qual as filhas dos nobres eram apresentadas à Corte e passavam a existir oficialmente entre a nobreza. Entre os burgueses, os bailes de debutante eram eventos nos quais as moças eram apresentadas à sociedade e avaliadas pelos futuros maridos.

Contrato de Casamento no século XIX

24. Mar, 2016

Embora pudesse envolver uma certa afeição, o casamento era um negócio muito claro para a classe média tanto quanto para a nobreza. Especialmente entre os burgueses, esse negócio envolvia um contrato lavrado em cartório, especificando as obrigações financeiras de ambas as partes envolvidas.

Babi A. Sette

Babi é formada em comunicação social, mora em São Paulo com o marido e a filha. A Promessa da Rosa é seu segundo romance.